Por Camila Boehm
A primeira mudança no que viria a ser a Galeria Choque Cultural veio em janeiro de 2004, quando Zezão, reconhecido pelos grafites nas margens do Tietê, e Boleta, um dos sócios de uma outra galeria, a Grafiteria, pintaram o porão homenageando pichadores ilustres.
Uma casa tradicional da João Moura em Pinheiros dá espaço a uma fachada colorida e desperta curiosidade para uma arte underground. É um espaço para artistas vindos do graffiti, da tatto, dos quadrinhos e ilustrações. Ao entrar, estão expostos trabalhos de vários artistas, as paredes ficam cobertas deles, são muitos estilos.
As exposições em temporada até 20 de outubro são três. No térreo estão os trabalhos de Jaca, 50. Sua obra une o desenho infantil, com muitos personagens, ao surreal.
Subindo as escadas, no andar superior, está uma mostra baseada na fábula do Porco e do Tubarão. Rafael Coutinho, influenciado pelos quadrinhos, com um desenho fluido e delicado, mas com uma temática forte e crítica, expõe na galeria junto a Danilo Oliveira, com um estilo gestual e pictórico.
No porão, o espaço é de Stephan Doitschinoff e de uma mistura de arte sacra e alquimia. Os ícones sagrados e profanos são características marcantes. Caveiras, adagas, nuvens, cruz e chaves são algumas das suas formas de representação. Na sala do aquário, ficam as telas da série A Divina Comédia e nas outras partes, as da série Temporal.
A Galeria Choque Cultural abre de segunda a sábado, das 12 às 19 horas.