Por Marcelo Martino
Foi celebrada no último dia oito na Bolívia uma homenagem ao 40º aniversário da morte do guerrilheiro argentino Ernesto Guevara Lynch de la Serna, ou simplesmente Che. O evento contou com ilustres presenças, como o presidente boliviano Evo Morales, Raúl Castro, a viúva do gerrilheiro, Aleida March, e os filhos do casal, além de militantes e turistas. A grande ausência no ato foi do comandante de Cuba, Fidel Castro, que não pode comparecer ao evento.
Natural da cidade de Rosário e formado em medicina. Guevara obteve seu maior êxito como militante na revolução cubana, onde com a ajuda de Fidel, conseguiram derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, implantando o socialismo na ilha.
La poderosa
Quando ainda estudava medicina, Che se juntou a seu companheiro Alberto Granado e montados em uma motocicleta partiram da Argentina para uma viagem pela América Latina. Através do contato com a parcela mais pobre da população, Guevara percebeu a triste realidade que assombrava seu continente. Esse foi um passo decisivo para que ele resolvesse se engajar em causas políticas e sociais, como fica muito bem relatado no filme “Diários de Motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Salles, e que conta com Gael Garcia Bernal no papel do famoso guerrilheiro.
Che foi capturado no dia oito de outubro de 1967 e morto no dia seguinte pelo exército boliviano, na aldeia de La Higuera. A ajuda da CIA foi de fundamental importância para o homicídio do guerrilheiro. Seus restos mortais só foram encontrados 30 anos depois e enterrado com honras de Estado em Cuba.
Brasil
Fisicamente Che só esteve presente em solo verde e amarelo em 1961, quando recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul, do então presidente Jânio Quadros. Porém sua luta e alma continuam fixadas em cada movimento social brasileiro e em todo jovem que queira lutar por um mundo melhor, com menos injustiça.
Apesar de ter morrido há 40 anos, Guevara continua mais vivo do que nunca e representante daqueles que sonham com a liberdade plena.
“É preciso endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”.
(Che Guevara)
* Até a vitória, sempre