Retinas

Laboratório de mídia online da PUC-SP – Alunos do 1º ano – Turma MC – 2007

Arquivo da categoria ‘Semana’

Nando Reis toca dia 14 em Sampa

Publicado por Marcelo Martino em 8/Novembro/2007

Por Marcelo Martino

     O cantor e compositor Nando Reis volta a sua terra natal no próximo dia 14 em turnê de seu novo disco “Luau MTV”, sétimo CD da carreira solo do ruivo, gravado na praia Vermelha, litoral norte de São Paulo e que conta somente com instrumentos acústicos.
    
     Acompanhado pela banda Os Infernais, formada por Carlos Pontual (guitarra), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclado) e Diogo Gameiro (bateria), Nando sobe ao palco do Credicard Hall pra tocar novas versões de músicas como N, Espatódea, Monóico e Sou Dela, do álbum anterior Sim e Não, e as clássicas Por Onde Andei, A Letra A, Luz dos Olhos, Relicário e outras. Além das inéditas Tentei Fugir e Negra Livre, feita em homenagem à cantora paulista Negra Li.
    
     O show está previsto pra começar as 21:30 hs, e os ingressos variam de R$ 30,00 a R$ 90,00. Provavelmente essa será a última apresentação do cantor esse ano em São Paulo.

     Credicard Hall, Av. das Nações Unidas, 17955, (11) 6846-6000. 

     Para ouvir o CD Luau MTV:

http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&nomeplaylist=009641-6<@>Luau_MTV
 

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Semana Acadêmica discute problemas da África

Publicado por caboehm em 7/Novembro/2007

Por Camila Boehm 

     “A África e o Terrorismo” foi o tema do simpósio das 18 horas do dia 25 de outubro coordenado pelo professor do curso de Relações Internacionais Cláudio Oliveira Ribeiro.

     Três alunos apresentaram seus estudos relacionados à África: sobre refugiados africanos no Brasil, disseminação do terrorismo e instabilidade política e Estados falidos.

   Ao chegar aqui, o refugiado pode procurar a Caritas ou a Polícia Federal e sua solicitação de abrigo é encaminhada a um comitê que julga as informações e motivos da fuga do estrangeiro para acolhê-lo ou não. Esse sistema é falho e não tem como avaliar corretamente cada depoimento, porque falta recurso e a comissão julgadora é pequena.

     A maioria dos que pedem abrigo foge das guerras civis no continente africano. O terrorismo não é a causa dessa instabilidade política, mas contribui para ela.

     Os territórios da Eritréia e da Somália têm grandes problemas com o terrorismo e vivem na iminência de uma guerra desde 2000. Já a Etiópia combate as frentes libertadoras (grupos terroristas) através da conquista militar.

     Os Estados falidos africanos são caracterizados pela crescente corrupção, elite predatória e falta de Estado de Direito. Depois da Segunda Guerra Mundial, os conflitos intraestatais aumetaram nos países mais vulneráveis, com risco de falência.

     Dizia-se que as agitações na África se davam pelo conflito bipolar da Guerra Fria, mas mesmo com o fim desta, os combates em território africano continuaram. As interferências estrangeiras e conseqüências da divisão do continente pelos europeus deixaram e ainda deixam suas marcas violentas entre o povo africano e em sua cultura.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Alunos de Letras ressaltam a importância do teatro para a formação crítica do indivíduo

Publicado por nathynhan em 1/Novembro/2007

por Nathália Nhan

     Sexta-feira, dia 26 de outubro, foi a vez dos alunos do curso de Letras demonstrarem seus projetos na Semana Acadêmica da PUC-SP. Este simpósio de número 52, intitulado “Projetos de linguagem e cultura-teatro”, incluía quatro apresentações e foi realizado na sala 06ca às 21:30, seguindo o mesmo tema que já havia sido exposto durante a manhã na sala 42ca, também na Comfil.

     O primeiro projeto, orientado pela Prof. Dra. Eliane Gonçalves, do Departamento de Lingüística, apresentou uma base teórica da utilização do teatro como meio para a construção do indivíduo, baseando-se em ideais de Nitzschie, Brecht e Spolin.

     Em seguida, o tema abordado pelo segundo grupo, com a orientação da Prof. Dra. Sandra Mraz do Departamento de Arte, foi a importância do teatro como meio de formação de uma consciência crítica e inclusão no exercício da cidadania. Inserido durante o ensino escolar, ele abordaria assuntos relacionados ao universo da criança, para que ela pudesse entender e se interessar pela questão proposta.

     Tendo como público alvo o Ensino Médio e guiado pela Prof. Dra. Flamínia Lodovici, também do Departamento de Lingüística, o terceiro grupo enunciou que, através do teatro, é possível ampliar a visão do aluno, não só através da interdisciplinaridade, mas também porque ele vai além da interpretação do ator, envolvendo figurino, montagem de cenários, direção; aprimora a sua leitura e sua interpretação e estimula a criatividade. O grupo também mencionou que para fazer o aluno se interessar, é preciso levá-lo ao teatro, não deixando de citar as regiões carentes que não têm acesso ao mesmo, para que dessa forma, possa conhecê-lo.

     Também coordenado pela Prof. Dra. Flamínia, o último grupo a se apresentar tratou da relevância do teatro na formação política durante a adolescência. Citando que a educação vai além da sala de aula e mencionando o teatro brechtiniano, destacaram que o teatro pode melhorar a relação dialética do indivíduo com os que fazem parte do seu meio. A formação política se dá porque preocupação do ator vai além da atuação. Ele passa uma mensagem ao público e é tido como um porta-voz de questões políticas. O grupo, ainda, fez questão de ressaltar que o jovem deve entender a sua realidade, pois é um espectador do mundo. Para elucidar essa questão, foi lido o poema “O Analfabeto Político” de Bertold Brecht:

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

     Basicamente, o público desse simpósio era formado pelos alunos de Letras que permaneciam na sala por estarem em horário normal de aula. Foi uma pena a falta de organização e a má divulgação dessas palestras, pois os temas eram muito interessantes e, se tivessem sido corretamente noticiados, certamente teria muito mais espectadores.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Semana Acadêmica discute religião

Publicado por Luana Lila em 31/Outubro/2007

Por Luana Lila

     A Semana Acadêmica da PUC-SP trouxe a oportunidade de reflexão e troca de conhecimento. Durante as atividades os alunos puderam expor suas teses, pesquisas e iniciações científicas para a comunidade.

     No dia 26 de outubro, oito alunos se reuniram para discutir seus trabalhos sobre Filosofia da Religião, com a coordenação de Luiz Felipe Pondé. 

     Por ser um tema abrangente, os trabalhos era bem diferentes entre si. Foram desde o erotismo na religião até Dostoiékski e o despedaçamento do ser. 

     Sentados em uma grande roda, cada aluno tinha cerca de dez minutos para ler a introdução de suas pesquisas e, em seguida, recebiam a avaliaçao e os comentários do coordenador. 

     Para o ouvinte que não conhecesse o tema era difícil se interessar pela discussão, pois trata-se de algo muito específico. A filosofia da religião é múltipla, mas, como afirma o programa do curso de pós-graduação, capacita o pesquisador a entrar no diálogo com a difícil tarefa de re-introdução da questão religiosa no debate contemporâneo.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Pedagogas expõem seu TCC durante a Semana Acadêmica

Publicado por carlacarrara em 30/Outubro/2007

Por Carla Carrara

     Na última quinta-feira, 16 de outubro, durante o 1° Congresso de Pesquisa Discente da PUC-SP, cujo simpósio foi “A pesquisa e os desafios da contemporaneidade: educação, ambiente e vida”, ocorreu a palestra, cujo tema foi “Os desafios educacionais relativos à uma criança de 0 a 6 anos em sua realidade concreta” com a Professora Doutora e Orientadora Neide Barbosa Saisi.

     A apresentação, realizada na sala 240 do prédio novo, deveria ter início às 19h, porém iniciou às 19:45h devido a problemas técnicos com o data show. A proposta do trabalho era a apresentação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de 5 garotas que estavam na finalização do trabalho; e de uma Iniciação Científica de uma aluna que concluiu o trabalho ano passado.

     Os temas dos trabalhos têm uma relação entre si. Maria Inês iniciou a apresentação da sua Iniciação Científica, que foi posteriormente um complemento para o Doutorado de Neide Saisi, cujo tema era: “Interação entre Escola de Educação Infantil e Família”. Após uma longa pesquisa de campo, Inês afirma que “há um descompasso entre as normas da escola e as normas que devem ser seguidas em casa”. O pai deixa seu filho na escola com seus conceitos pré-estabelecidos e não participa do que a escola tem a oferecer, prejudicando o próprio filho. O que é muito comum acontecer quando o aluno está indo mal na escola é um querer colocar a culpa no outro; um reconhece a importância do outro, mas não quer a culpa para si. Então chegou a conclusão de que deve ser feito uma parceria entre Escola e Família com um único foco: o aluno.

     Danielle Rodrigues assumiu o papel da apresentação. O tema do seu trabalho é “A importância do brincar na Educação Infantil”, que foi tratado também na apresentação seguinte, a de Paula Schein. O foco do trabalho foi: Porque o brincar é importante no desenvolvimento da aprendizagem e no desenvolvimento infantil? Há um grande preconceito dos pais com relação ao assunto: os pais acham que a escola é feito para brincar e os filhos acabam não brincando em casa muitas vezes por falta de tempo.

     Já no tema a brincadeira do faz de conta, afirma que a brincadeira é uma linguagem infantil, com qual a criança aprende e mentaliza as coisas enfrentando seus medos. Para Jean Piaget, o brincar de faz de conta é o apogeu do jogo infantil; a criação de uma imagem mental na ausência do objeto, fazendo uma re-significação do mesmo; a criança incorpora o mundo a sua maneira, ela imita a vida do adulto. 

     Para Lev Vygotsky, o brincar é uma satisfação da criança. Uma criança de 0 a 3 anos se não realiza o que quer, ela se frustra, pois lida apenas com os aspectos figurativos, só da significado aos objetos. Porém a de 3 anos em diante se não consegue o que quer ela brinca do faz de conta e se realiza na brincadeira. Abordaram ainda o papel do professor no aprendizado: é sempre necessário que o professor esteja presente nas brincadeiras das crianças, analisando e muitas vezes até participando daquela fantasia, pois isso pode julgar traços importantes de sua personalidade, de suas fraquezas.

     O tema de Pollyana Faria foi “A importância da arte na educação infantil”. Afirma que “a escola não valoriza a arte das crianças, pois a sociedade não a valoriza também”. O desenho de uma criança é a expressão de seus medos, alegrias e angústias, no entanto a escola coloca modelos a serem seguidos inibindo essa arte. “A escola tira do sujeito a autoria de sua própria vida”, Neide complementou.

     Faria usa um exemplo: quando é para desenhar uma flor, não deixa o aluno desenhar o que pra ele é uma flor, mas modela a mesma, pétala por pétala até que todas as flores tenham a mesma cara. Uma das alunas presentes completou: “Meu primo de seis anos levou para casa uma lição de casa: um desenho pronto apenas para pintá-lo. Pintou e acrescentou no desenho uma flor azul com bolinhas brancas. Quando entregou o trabalho ao professor, este alegou que o desenho estava errado, pois não existia flor azul com bolinhas brancas, e então o menino respondeu: E desde quando coelho anda de bicicleta? (se referindo ao desenho)”. Foi uma resposta genial, mas a maioria das crianças se reprimiria e nunca mais usaria seu senso criativo para fazer algo semelhante. A escola quer pular fases, inibindo a criança de certos aspectos.

     Verena Buelau tem como tema de seu TCC “O vínculo entre professor e aluno”. O trabalho está ainda em andamento, todavia afirmou que fez esse trabalho para suprir uma angústia própria. É professora em uma escola e se apega muito ao seus alunos, e a cada fim de ano é uma tortura, pois eles vão embora e a deixam para a próxima turma. Então chega a conclusão de que qualquer vínculo humano é provisório, no entanto ninguém nasceu para ficar sozinho. Demorou muito tempo para entender esse seu apego com os alunos e para achar uma justificativa para isso, o que deu início ao seu TCC.

     Por último Nayta assumiu a posição com um tema bem diferente: “A influência da música em crianças altistas e com Síndrome de Down”. Sempre teve muito interesse por esse assunto e trabalha com pessoas com esse tipo de doença. Concluiu que era sobre esse assunto que queria fazer seu TCC quando percebeu que a única coisa que acalmava seu aluno, portador de Síndrome de Down, quando chorava muito era a música. A mãe confirmou que isso realmente o acalmava, então Nayta começou a pesquisar sobre o assunto e ficou fascinada com suas descobertas, porém o trabalho ainda está com pouca pesquisa, por isso preferiu não aprofundar muito o assunto.

     Ao fim de todas as apresentações, aconteceu um debate sobre todos os assuntos e como eles se relacionavam. As descobertas são realmente incríveis e todas são validas de um TCC. Neide Saisi se orgulha muito de ser orientadora dessas meninas e do tema de suas pesquisas.

 

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Semana Acadêmica aborda tema da sexualidade em deficientes

Publicado por inapereira em 29/Outubro/2007

Por Marina Pereira

     No penúltimo dia do ciclo de palestras da Semana Acadêmica na Pontifícia Univerdade de São Paulo, 26 de Outubro, participei de um debate sobre a sexualidade de deficientes físicos, mentais e sensoriais, basicamente formado por alunas do 5º ano de psicologia e uma professora e atuante da área.

     Assim como as palestrantes, boa parte da sala onde foi realizado o debate, ás 10 da manhã na sala T41 localizada no Prédio Velho, era formada por alunos de todos os anos de psicologia – o que pude perceber como este assunto é de grande interesse para esta área.

     A palestra inicia-se com uma breve explicação sobre Sexualidade e namoro, dada pela Professora Ana Laura Schlieman, do núcleo acadêmico de Psicologia, mostrando como este tema é de grande relevância pela existência de muitos preconceitos relacionados ao assunto e estigmas gerados por grande falta de informação nesta área. Ana Laura continua explicando que a sexualidade é uma das características mais naturais do ser humano, e luta pela aceitação e melhor informação por parte de amigos, família, pais e principalmente a da própria pessoa.

     Como parte de suas experiências Ana Laura participou de projetos na Favela do Buraco Quente com pais e adolescentes. Através de entrevistas com pais e filhos e pesquisas pela região, ela pôde perceber que existia uma grande deficiência de informação relacionada a assuntos sobre sexualidade, por parte dos pais e que este assunto raramente era tratado com os filhos. Como exemplos citados por Ana Laura, houve depoimentos de pais, os quais tomavam ambos a pílula antes de uma relação sexual, ou de uma mulher que fazia tudo com o marido, mas não beijava na boca, pois esta atitude sim, engravidava, entre outros. Ana Laura, portanto começa a ter uma experiência maior com deficientes físicos que moravam na favela, justamente para entrar no assunto da sexualidade que, para este grupo específico, era um assunto bem mais delicado a ser discutido, principalmente com os pais.

     Inicia a sua apresentação informando que, pelo Conceito da Organização Mundial da Saúde de 1975, a sexualidade é entendida por:
. Ser parte integral da personalidade de cada um;
. Ser parte do desenvolvimento da identidade humana, que é constituído pela atividade cultural e social compatíveis com o gênero sexual, os papéis sexuais e a vivência sexual.

     E mostra, portanto, que apesar de ser tão natural, é vista com muito preconceito pelos pais, pois muitos, segundo Ana Laura acham que é papel da escola informar seus filhos sobre a sexualidade. Esta deveria vir em primeiro lugar da educação familiar e não de comentários de amigos, colegas de sala, etc. diz a psicóloga.

     As cinco meninas do 5º ano de psicologia mostraram seus TCC (Trabalhos de Conclusão de Curso), relacionados a este tema. Partiram para as duas análises de Deficiência pela OMS (Organização Mundial da Saúde), explicando que no ano de 1976 a explicação de deficiência ressaltava o lado do problema físico, sendo que somente em 2001 a OMS mudou sua visão de deficiência, mostrando ser um problema enfrentado pelo indivíduo com a sociedade em que se vive.

     O trabalho das cinco meninas baseou-se na pesquisa de filmes que relacionavam as deficiências mental, sensorial e motora com a sexualidade vivida por seus personagens. Cada uma ficou responsável por volta de dez filmes, dentre eles, dois de cada deficiência foram mais aprofundados, como: O oitavo dia e Simples como amar que ressaltaram a deficiência mental; Nascidos no silêncio e Á primeira vista que ressaltaram a deficiência sensorial e Gaby e Nascido em 4 de julho que ressaltaram a deficiência física.

     Todas mostraram que pela sua análise e pelas experiências vividas nas Instituições especializadas existe um forte retrato de preconceito, como a família foge de tal assunto ou como são extremamente conservadores, considerando o ato sexual apenas paraprocriação.

     A última apresentação foi um outro trabalho de TCC de Bianca Ramos Pereira do 5º ano de psicologia com o tema “Um amor marcado pelo não”, do qual registra a sua experiência com famílias e instituições de pessoas com deficiência intelectual (Síndrome de Down). De sua análise pôde perceber a deficiência vinda, não somente dos pais, como também das instituições que não possuem uma estrutura suficiente para informar seus pacientes sobre tais assuntos.

     Assim como outras pessoas que tentam tocar neste assunto com as instituições, Bianca também foi rejeitada ao tentar entrar em contato com os adolescentes, mostrando que nem os pais, nem as instituições tinham interesse em ampliar suas mentes e talvez esclarecer dúvidas que muitos adolescentes podem ter.

     Como parte de sua experiência, Bianca registra algumas frases ditas pelos pacientes e pelos poucos pais que aceitam esta situação, como: “Liberdade de expressão, Liberdade para me tocar, E me ver crescer como mulher!” de Ana Beatriz Paiva – Síndrome de Down; “A inclusão tem que ser total…inclusive sexual!” de Maria Silvia Bertilli – Mãe de um deficiente intelectual.

     Como última parte da palestra, foi aberto um debate e questões que alguém poderia manifestar. Dentre algumas perguntas e depoimentos, surge uma questão minha que foi feita para Bianca Ramos. Perguntei se ela havia enfrentado muitas barreiras por parte das Instituições e dos pais para chegar até os adolescentes, no qual ela respondeu: “A dificuldade de aceitação da própria instituição em discutir sobre a sexualidade era tão grande, e tive tantas rejeições, que acabei partindo para o boca-a-boca e tentar descobrir pessoas que sofriam de tal problema dentro de casa. Muitas vezes pensei em desistir, pois existe um obstáculo muito grande antes do próprio problema enfrentado pelo adolescente: os pais.”

     Pude perceber que a palestra mostrou um grave problema que vem ocorrendo nas casas e instituições de tais pessoas e que só a naturalidade da informação, assim como a sua convivência é que conscientizará a cabeça de muitos pais preocupados, antes de tudo, com a vida em sociedade de seus filhos.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Pós-graduanda defende tese na Semana Acadêmica

Publicado por gustavoassano em 28/Outubro/2007

Por Gustavo Assano

    

     No dia 25 de outubro aconteceu às 10 horas da manhã, durante a Semana Acadêmica da Pontifícia Universidade Católica, a defesa de tese de mestrado em direito constitucional da pós-graduanda formada em jornalismo e direito pela PUC, Eveline Denardi.

 

     Na bancada estavam o orientador Marcelo Figueiredo, o professor Roberto Dias da Silva, da área de direito, e o professor Laurindo Leal Filho, da área de comunicação. A tese é intitulada “O direito constitucional ao sigilo na relação entre jornalistas e fontes de informação”.

    

     A sala 500, onde a explanação se deu, estava completamente lotada, com espectadores em pé ao fundo acompanhando as considerações dos membros da bancada e da defensora, sendo que este amplo interesse por parte do público, como observou o professor Laurindo durante sua fala, é uma característica atípica para eventos acadêmicos como este.

    

     As observações feitas pelos professores sobre a tese, cumpridas primeiramente pelo professor Laurindo seguido do professor Roberto, ressaltavam a importância do tema escolhido e a necessidade de que fosse levantado com maior freqüência no meio acadêmico. Foram muitas as considerações, críticas e questões levantadas.

 

     Nas primeiras perguntas, sendo estas proferidas pelo professor Laurindo, eram abordadas as limitações do trabalho jornalístico, a extensão da capacidade de cobertura de um vínculo midiático sobre o Estado e a forma como estão configuradas as legislações dos meios impressos em relação aos meios de rádio-difusão, pois este possui uma legislação especifica, enquanto aquele é mediado pela legislação civil criminal.

     O professor Laurindo também fez uma crítica sobre um determinado trecho da tese, onde a autora descrevia a não-renovação da concessão da RCTV na Venezuela com um discurso “carregado de adjetivos, de forma intempestiva, completamente destoante em relação ao formato do que foi escrito anteriormente, desconsiderando uma versão que afirma exatamente o contrário do que está escrito na tese”.

     Para responder estas primeiras questões, a defensora descreveu a forma como a legislação sobre a atuação jornalística é muito pouco difundida entre estudantes que pretendem seguir o ofício, e acrescentou que quando de fato o tema é abordado, é cumprido sempre de forma superficial e insuficiente. Caracterizou os jovens estudantes pejorativamente como sonhadores que desconhecem a lógica do jornalismo no mercado de trabalho, onde acham que tudo pode e tudo é permitido.

     Eveline respondeu cada uma das questões calmamente, seguindo anotações que fez em um caderno conforme os comentários do professor eram feitos. Descreveu a dificuldade que teve em definir uma linguagem para a estrutura do trabalho, se teria um foco mais jurídico ou jornalístico. Sobre seus comentários sobre o episódio na Venezuela, reconheceu que analisou o ocorrido precipitadamente e reescreveria o trecho em caso de uma possível publicação da tese.

      As questões feitas pelo professor Roberto Dias da Silva tiveram um tom amigável, já no início dando a advertência de que suas observações seriam intencionalmente provocativas. Entre suas principais questões envolviam as restrições jurídicas sobre a obrigatoriedade ou não da revelação de uma fonte e a necessidade da comprovação da existência da mesma, a colisão entre direitos fundamentais e a liberdade de imprensa e a identificação de quem diz o que é importante para a sociedade. Fez uma distinção entre a idéia de interesse público e interesse do público, ilustrando com as ações dos repórteres da Rede Globo na entrevista com Suzane Richthofen e outros exemplos.

      Novamente a mestranda foi bastante cuidadosa em anotar as questões levantadas e respondeu-as rigorosamente. Respondeu primeiramente que seria preferível um Conselho Federal de jornalismo a um sindicato, pois, segundo a autora, o conselho seria um mediador das questões envolvendo impasses jurídicos como o das fontes e de questões contraditórias de cunho ético e moral, e daria maior base para a classe jornalística responder ao judiciário.

      Eveline respondeu a questão sobre a escolha do que é e o que não é importante de forma genérica e subjetiva, afirmando que, para ela, as notícias importantes são as que interferem nos rumos da sociedade e que suscitem questões polêmicas, como aborto e violência, por exemplo.

      Foram muitos os temas discorridos, com explicações e abordagens de difícil reprodução. O grande alerta que a tese de Eveline Denardi parece querer passar é a imediata necessidade de uma maior atenção aos direitos constitucionais dos atuantes desta profissão em seu processo de formação como um todo. Sendo as estruturas institucionais que formam o aparelho jurídico justamente o que media as relações sociais numa esfera pública, e sendo a mídia o grande reprodutor desta esfera, a advertência é visivelmente coesa.

     A única observação a ser feita quanto ao norteamento desta discussão, que ainda engatinha, pois não ganhou ainda as proporções que merecer ter, poderia ser o quão cristalizadas e canônicas serão as concepções jurídicas a serem pautadas na formação do jornalista. É preciso ter em mente que a mediação social vigente, eloqüente e esclarecida, carrega dentro de si o gérmen de sua própria negação. Deve-se ter cuidado para que uma orientação jurídica não se torne uma pregação ideológica ou panfletagem vulgar do status quo. Afinal, todos são iguais perante a lei, mas nunca o são na realidade efetiva onde seus tentáculos coercitivos atuam.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

A 4° Semana Acadêmica: Repercussões.

Publicado por Bruna Campos em 26/Outubro/2007

Por Bruna Campos   

     A semana acadêmica acontece na PUC desde o ano de 2004, mas neste ano ela traz uma novidade. Centralizada na pesquisa discente, a semana conta com o 1° Congresso de Pesquisa Discente, que pressupõe a participação de diferentes modalidades de pesquisa: TCC, Mestrado, Doutorado e iniciação científica.

    São 147 simpósios acontecendo nos campos de Sorocaba, Barueri, Marquês de Paranaguá, Monte Alegre e Santana. Os temas abordam as áreas de tecnologia, humanidades e ciências médicas. O objetivo desses simpósios é divulgar os trabalhos de pesquisa, estimular o diálogo entre aluno e pesquisador e favorecer a troca de experiências teóricas.

    Essa é a proposta da PUC para a semana do dia 22 ao 27 de outubro. No entanto participando do evento percebemos um abismo entre proposição e aplicação. Pude acompanhar dois simpósios e em ambos tive a mesma impressão: a semana não foi incorporada pelos membros universidade e seu fomento é deficitário.

    No dia 23 me dirigi a sala T45, não para assistir um simpósio, mas sim para ter uma aula regular: História e Arte. No entanto, depois de me acomodar, percebi que o professor da matéria, Antonio Rago Filho, faria nesse horário o debate sobre “Formas da dominação autocrático-burguesa no Brasil e na América Latina na segunda metade do século XX: ditaduras militares, luta de classes, representações ideológicas e projetos nacionais”.

    Tanto os alunos quanto o professor estavam supresos, pois tal simpósio estava marcado para as 19h30min do dia seguinte. Perdemos mais uma aula, já que na semana anterior a universidade estava de recesso e o curso de História, especificamente, tivera a sua semana.

     Os alunos do 2° ano ficaram ligeiramente revoltados, por dois motivos: não foram informados sobre o cancelamento de sua aula, nem da existência de uma semana acadêmica. Enquanto os alunos saiam da sala, o professor dava início às apresentações, estavam presentes alunos de iniciação científica e mestrado e nenhum deles abordou temas tocantes à matéria do semestre, no caso, Arte.

     Alguns dias depois, dia 25, acompanhei um simpósio; mas dessa vez como estudante de jornalismo. O tema era “Terrorismo contemporâneo e a Nova Ordem Mundial”, estavam presentes o professor Reginaldo Mattar Nasser e os alunos-pesquisadores: David Magalhães, Roberto Simão, Thiago Zati, Gustavo Cília, Mariana Vianna e Paula Giassi. Todos envolvidos com o curso de Relações Internacionais, exceto Mariana Vianna que cursa Direito.

     No início, 14h20min, a sala P75 do prédio velho estava lotada, mas com o passar do tempo o público diminuía; no fim da apresentação eram apenas oito ouvintes. O tema era bastante interessante e sobre ele foram feitos diversos recortes, mas esses eram voltados para um segmento muito específico; o academicismo da conversa não permitia um grande envolvimento.

    Muitos teóricos e teorias eram citados, mas poucos, além dos pesquisadores e professor, tinham intimidade com eles. O primeiro recorte fazia referência à Invasão do Iraque e dava ênfase a formação conturbada dessa nação. A questão do Curdistão, território ocupado pelos curdos, (maior etnia sem Estado do mundo) foi levantada como um dos problemas para afirmação de um Estado Iraquiano forte. O mestrando David Magalhães frisou a todo instante o problema de formar uma Nação sem levar em conta suas diferenças tribais.

    Cada pesquisador tinha quinze minutos para expor o seu projeto, mas como acontece normalmente, esse tempo era ultrapassado. Outras abordagens do tema foram sobre “A percepção francesa dos EUA no momento da 2° invasão do Iraque”, “O terrorismo e a guerra justa”, “O discurso terrorista”, “Os aspectos penais do Terrorismo” e por fim “ Grupos de promoção da paz no Mundo”.   

     O público teve espaço para fazer perguntas nos dois simpósios, no entanto poucos as fizeram, pois o conhecimento sobre os assuntos era muito recente e superficial.

     A semana acadêmica é em si um bom projeto, mas o modo como está sendo realizada não me parece o mais adequado; ou amplia-se o evento para toda universidade (reformulando os horários, a linguagem e o método de apresentação) ou se restringe o debate aos pesquisadores.                                      

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Professor cubano dá palestra na PUC sobre o marxismo

Publicado por gabrielamoncau em 25/Outubro/2007

Por Gabriela L Moncau

     A segunda palestra do Ciclo da América Latina coordenada pelo professor José Arbex Jr (Núcleo de Estudos de Jornalismo Perseu Abramo) e Maria de Sousa (Escola Nacional Florestan Fernandes) ocorreu dia 9 de outubro, numa terça-feira. Seu início não foi muito diferente do primeiro encontro, realizado dia 20 de setembro, deu-se ás 19:30, na Apropuc.

     O palestrante dessa vez era o cubano Fernando Martinez. É professor doutor em direito pela Universidade de Havana e pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Cultura Cubana Juan Marinello. Foi pesquisador e coordenador de áreas no Centro de Estudos sobre Europa Ocidental (1976-1979) e no Centro de Estudos sobre América (1984-1996), em Havana. Hoje em dia é, também, membro da União de Escritores e Artistas de Cuba e da União Nacional de Historiadores.Bem humorado, usando uma camisa listrada, riu ao se atrapalhar em ajustar a cadeira e o microfone. O professor Arbex, sabendo que não tenho facilidade com o espanhol, pediu para que o convidado discursasse devagar, “Abla mui dispassio”, apontando para mim (já bem vermelha), explicando minha precária compreensão. Martinez sorriu e disse que se esforçaria, “para mim isso não é nenhuma tortura”.

     As câmeras finalmente ficaram prontas e a palestra começou. O tema foi o Marxismo atualmente na América Latina. Fernando Martinez explicou que a oposição ao capitalismo foi se quebrando e que hoje a integração latino-americana se dá de modo diferente, pois o capitalismo desgastou sua ideologia de progresso e democracia, atualmente não admite um plano para o futuro. Segundo ele, a hegemonia burguesa está bastante desnacionalizada e os movimentos populares reivindicativos são a esperança.

     Com uma feição um pouco mais séria e bastante gesticulação, colocou que Cuba, Venezuela e Bolívia são as principais marcas de solidariedade com os injustiçados e representam atualmente a resistência na América Latina. Para ele, o marxismo, que sofreu muito abandono por causa da repressão e do conservadorismo neoliberal, é o melhor instrumento para se pensar em socialismo. Depois do fim do chamado socialismo real, o marxismo tornou-se a principal fonte para voltar a pensar em uma elaboração de um sistema de esquerda. Além disso, considera o marxismo atual necessário para a conscientização das sociedades, independente do sistema.

     Difícil, porém, interpretar e definir o marxismo do século XXl, existem muitas posturas diante das teorias. Martinez, angustiado, disse que em Cuba o conhecimento é muito restrito. De tempos para cá o entendimento das teorias marxistas vem empobrecendo e as discussões são raras, algo extremamente preocupante para uma nação que se diz anticapitalista.

     “Hoje o processo de hegemonia cultural imperialista é mais perigoso que uma hegemonia militar” provocou o palestrante. Explicou essa frase argumentando que o totalitarismo sobre a informação pública implica em várias coisas, entre elas, o parasitismo capitalista. Hoje em dia ainda se fala da morte da princesa Diana e enquanto isso, em Moçambique, por exemplo, milhares de pessoas morrem de fome. Como pod um país ser um importante exportador de alimentos e ter metade de sua população desnutrida? O problema é que com exceção de Cuba, por mais que se lute contra o sistema, na vida cotidiana só se pode viver como o capitalismo manda. Será possível alcançar a democracia?

     Foi pedido que Fernando fizesse uma avaliação de Fidel Castro. Colocou-se, então, que o presidente cubano saiu do cargo por enfermidade e lugar para manter a situação. Chega a ser uma situação interessante, todos vão ao trabalho, músicos continuam tocando música, pintores continuam pintando, como se não houvesse uma ausência no governo, pois o líder da revolução está vivo mas já praticamente não tem condições de exercer suas funções. A ditadura já tem meio século, e apesar de Raul Castro estar se prepararando para assumir o cargo do irmão com a intenção de manter a mesma estrutura, os dois são diferentes e uma variação na política é inteligente. Citou uma fala de Raul Castro: “Fidel falava por horas porque tinha muito a dizer. Eu não tenho muito, por isso falou pouco”. Há, assim, do ponto de vista político uma curiosa continuidade e descontinuidade, não são a mesma pessoa. Como será a transição?

     Há grande dificuldade entre a sociedade cubana e o socialismo implantado. Muitos marxistas dizem que a idéia de nação é capitalista e o marxismo de nada serve para a América Latina, a situação não está fácil. Realmente idéias nacionais são direcionadas pela burguesia. “Eu sou marxista e socialista mas tenho que ter duas almas pois sou também (contradiotoriamente) nacionalista e patriota para impulsionar o desenvolvimento da minha nação, que representa uma soberania nacional batendo de frente com um poder tão grande como os EUA” disse Martinez.

     Nesse momento o microfone caiu duas vezes do apoio. O convidado passou a segurar o microfone com a mão. Um braço levantou-se no ar, trazendo uma pergunta sobre o cultivo do pensamento de Che em Cuba. Fernando Martinez continuou sua fala, dizendo que além de argentino, Che Guevara foi cubano também. Há um sentimento de elo nacional com Che, ele acaba por representar uma força moral, econômica e política. Crianças na escola falam antes de entrar na classe: “Defenderemos o comunismo. Seremos como Che”. É necessário consolidar a idéia do comunismo e do socialismo. Tem que se conseguir produzir revoluções culturais progressivas. Che Guevara tornou-se um elemento cultural, intelectual e teórico, não é visto apenas como um revolucionário de ação. Na cultura do capitalismo, as coisas são eliminadas ou engolidas, Che torn-se um exemplo de resistência e grande força. Os cubanos possuem conhecimento profundo sobr Che.

     Quando o assunto Brasil e Lula foi levantado, ele logo respondeu “Não sou diplomático, mas não gosto de falar sobre o próprio país que estou visitando, pois todos vocês devem saber muito mais do que eu. Sou ignorante em relação ao Lula. Porém, como marxista, acredito na centralidade de líder para a luta de classes”.

     Perguntaram, então, sobre a forte ascenção dos movimentos populares de forte base indígena e campesina. Martinez explicou que esses movimentos, que ganham força principalmente na Bolívia com Evo Morales, são importantíssimos diante do capitalismo atual e considera interessantes os aspectos democráticos dos movimentos indígenas. Apontou, porém, que os movimentos de classe operária vem se enfraquecendo e que discussões e articulações de movimentos distintos são imprescindíveis.

     A última questão que foi levantada foi a antiga relação Cuba – União Soviética. Iniciou sua fala explicitando a enorme importância da URSS como símbolo de insatisfação com o capitalismo e luta de esquerda, apesar de seu fracasso. Deixou claro que a troca que ocorria de petróleo por açúcar e armamentos não estruturava nenhum tipo de relação imperialista, mas sim de sobrevivência e estratégia. Eram aliados, porém sempre houve muito embargo. Durante 30 anos, por exemplo, a URSS se negou a vender uma siderúrgica à Cuba. Há pouquíssimo conhecimento sobre Cuba, algo lastimável, pois a história política e econômica de um país que se liberou do neoliberalismo deveria ser motivo de forte estudo. Sobre a economia cubana, está e tem estado há muito tempo em crise completa, já apelou à muitas medidas. Atualmente, o turismo tem sido a maior fonte de entrada de capital. A imersão estrangeira na economia do país não é muito forte pois em Cuba não se encontra nada para seduzir a forte ganância capitalista.

     Finalizando a palestra, Fernando Martinez retomou o assunto do marxismo e socialismo do século XXl. “O que me encanta no socialismo do século XXl é que não se define-o, mas de qualquer modo me preparo para ele.”

     A próxima palestra do ciclo ocorrerá numa quarta-feira, dia 31 de outubro, no terceiro andar do prédio novo da PUC, auditório 333. O belga François Houtart falará sobre o imperialismo hoje e a resistência dos movimentos sociais.

Enviado em Semana | Deixar um comentário »

Beatles embala filme sobre anos 60

Publicado por Marcelo Martino em 23/Outubro/2007

Por Marcelo Martino   

      No próximo dia 27 os beatlemaníacos receberão um presente na 31ª mostra internacional de cinema, que está ocorrendo na cidade de São Paulo e tem seu término previsto para 1° de novembro. Será exibido no IG cine, localizado no bairro de Pinheiros, o filme “Across de Universe” (música dos Beatles lançada no álbum “Let it Be” de 1970), que como trilha sonora de sua trama conta somente com canções do revolucionário grupo inglês.
    
     O longa, dirigido por Julie Taymor (de “Frida”), conta a história do jovem Jude (Jim Sturgess), que deixa a cidade portuária de Liverpool (qualquer semelhança não é mera coincidência). O garoto parte para os EUA  a fim de encontrar o pai, porém, lá se encontra com um estudante e se apaixona por sua irmã, Lucy (mais uma relação com o “Fab four”),  interpretada pela atriz Evan Rachel Wood. A relação do casal é enfeitada pela série de mudanças comportamentais que ocorreram nos intensos anos 60.
 
     Entre as músicas do quarteto de Liverpool podem ser encontradas, durante a passagem do filme, clássicos como “Let it Be”, “If I Fell”, “Dear Prudence”, “Strawberry Fields Forever” e “Revolution”.
 
     O filme ainda conta com as participações pra lá de especial da atriz Salma Hayek e dos músicos Joe Cocker e Bono, que ajudam a dar um toque especial na trama.
 
     Além da exibição do próximo dia 27, os fãs de cinema e de Beatles poderão conferir o longa nos dia 28 e 29, no Cinesesc e Cine Bombril, respectivamente.

Ingressos
27 e 28/10: R$ 16,00
29/10: R$13,00

IG Cine:
R. Fradique Coutinho, 361
Tel. 5096-0585

Cinesesc:
R. Augusta, 2075
Tel. 3082-0213

Cine Bombril:
Av. Paulista, 2073
Tel. 3285-3696

Enviado em Semana | Deixar um comentário »